sexta-feira, março 06, 2015

Ser mulher não se resume a sofrer por cólica

Marie Curie (1867 - 1934)
   Somos mulheres, isso não faz de nós cópias umas das outras.
   Não significa que agimos e lidamos com o mundo da mesma forma.
   Como é difícil ser taxada de "complicada" porque todos dizem que "mulher é assim mesmo, coisa difícil de lidar".
   Me dói pra caramba ler aqueles textos clichês de twitter que afirmam com convicção que toda mulher é isso ou aquilo. Não achei exatamente o exemplo que eu queria, mas esse e esse ilustram um pouco disso.
   Não, ser mulher não se resume em tpm, não se resume em achar um príncipe encantado, menos ainda em disputar beleza com amiga. Não se resume a sofrer com menstruação, nem a ver filme de romance acompanhada de lágrimas e um pote de sorvete, nem se resume em ser mãe e fazer almoço pro marido.
   Eu não sou apenas isso, e tenho certeza que você também não é.
   Resolvi aproveitar a proximidade do Dia Internacional da Mulher pra discutir a respeito, embora essa discussão não deva terminar por aqui. Já perdi as contas de quantas pessoas já eliminei da minha timeline por reproduzir conteúdos assim, gosto de ser didática, mas isso cansa, sabe?

Representatividade
   Como é difícil conseguir representatividade na mídia longe dos estereótipos. Já faz um bom tempo que parei de assistir tv (mais especificamente a tv aberta brasileira) por não me ver de forma alguma representada ali. Nas novelas temos aquele clássico de mulher branca sustentada pelo marido gastando milhões no shopping e procurando intriga com a coleguinha, em contraste com isso temos as mulheres negras que são sempre representadas como empregadas. Nos programas de domingo, temos os apresentadores (homens em sua maioria) falando sobre qualquer coisa aleatória e as mulheres magras, saradas e loiras rebolando atrás enquanto a câmera faz aquele close na bunda delas. No carnaval somos presenteados com a hipersexualização da globeleza, comerciais de cerveja colocando as mulheres como prêmios, enquanto os programas para o público feminino são voltados pra moda e beleza.

Individualidade
   Temos a mesma genitália, mas que diferença isso faz? Devo ressaltar que cada indivíduo nesse planeta tem sua mente "programada" de uma forma, mesmo que o social influencie (e muito) nessa questão, temos nossos próprios fatores psicológicos e biológicos. Cada pessoa, independente de gênero, é da forma que é por essas três coisinhas. Então vamos dar fim ao termo "toda mulher".

Príncipe encantado, romance e outras bullshit
   Desde que o mundo é mundo ouvimos "aquela lá não consegue arrumar um namorado", "e os namoradinhos?", "você tem que aprender a cozinhar pra quando arrumar um marido", etc. Homens, eu não odeio vocês... Mas nós mulheres estamos o tempo todo sendo ensinadas a servir vocês, a segurar um homem e também a sermos inseguras se não """tivermos""" um. Nosso sucesso não depende de um homem, meus caros. Por trás de uma grande mulher só existe ela mesma, e é isso que nós queremos, a independência.

União
   Vamos acabar com essa disputa incansável de mulheres contra outras mulheres, vamos mostrar que nós também precisamos de libertinagem, que nós acima de tudo não somos meras coadjuvantes. Estamos juntas nessa, e não é por sermos iguais, mas por termos uma luta em comum, sabemos que as coisas não funcionam exatamente como as pessoas acham. Todos os direitos que conquistamos até aqui é o que nos move, não ficaremos estagnadas no tempo.

Minha versão "we can do it" meio torta hahaha



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