segunda-feira, maio 12, 2014

Seja louco, palhaço, idiota e medroso... Mas simplesmente seja meu.


Se você por um enorme acaso mal informado, por meras desculpas estúpidas e por mera saudade inexistente de mim…
Se sua loucura vier por sua cabeça, se tudo girar em torno de si próprio ou se seu mundo virar de cabeça para baixo... Se explodir uma bomba atômica no quarto de sua casa, se esta desmoronar por um motivo sem explicações cabíveis ou se você se tornar um amante do tédio e odiar essa ideia... E você ter a ótima opção de aparecer no meu bairro, de pisar silenciosamente em meu jardim, já seco por culpa do tempo, chegar a bater na porta, nesta minha porta de madeira velha e mofada, com os riscos fundos e completamente visíveis de minhas unhas… Já vá entrando.
Não faça hora, não seja lerdo, não espere meu chamado, não espere minha permissão, não seja completamente educado. Não demonstre nada, não sinta nada... Não diga, não reflita... Simplesmente não pense duas vezes. Não complete um pedido, não toque a campainha, não troque os pés, seja normalmente o meu antigo eu, rápido e apressado. Simplesmente entre. Pise nesse tapete mofado, no piso mal lavado da sala de estar... Entre.
Estarei tomando um banho de espumas, já que estes meus sentimentos não são entendidos nem mesmo por essa garota que os sente, já que estes sentimentos não são capazes de me fazer amolecer, de me deixar segura como antes eu era... Que ao menos essa água sacie meus medos de acabar ao chão. Que ao menos essa água borbulhante faça com que essa minha premonição de acabar descendo as escadas abaixo se esgote. Que ela ao menos sacie minhas dores, estas que se confundem com cortes inacabados de desamor, sacie-as e deixe-as leves como esta espuma que acalma-me da cabeça até o coração.
Ou talvez estarei lendo um uma história, um conto, um livro qualquer. Imersa em profundos momentos aos quais eu estou ciente de que não acontecerão em minha vida. Profundamente anestesiada pela imaginação de personagens que nem sequer existem, pelas suas emoções que não são verdadeiras... Completamente amparada pelas mãos de um moço que se importa com a mocinha, entrando em fundo no indeciso, no duvidoso e no problemático.
Pois entre. Não se sinta tímido, afinal, acredito que você nem mesmo saiba o que é ser tomado pelo nervosismo de uma pessoa tímida. Não seja estúpido, mesquinha e babaca... Só entre. Independe do que eu estiver fazendo, se estiver costurando, imitando pessoas idiotas na frente do espelho, comendo uma pizza do dia anterior ou tomando um chá fortemente equilibrado com o frio do ambiente externo... Independente de minhas ações, eu as apago de minha agenda.
Pois sempre haverá um tempo para me conformar com suas loucuras e suas improváveis decisões. Me limitarei a lhe esperar, mesmo que essa loucura não passe pela sua cabeça.
Aos amantes do clichê. Não copie, plágio é crime.

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